sábado, 10 de março de 2012

A divindade de Cristo é a Pedra Angular que sustenta a fé e a Igreja Cristã
[Tradução Thácio Siqueira]
Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina Católica


“Nunca houve na história uma renovação da Igreja que não tenha sido também um retorno aos Padres”. Foi o que disse padre Raniero Cantalamessa ofmcap, na sua Primeira Pregação de Quaresma pronunciada sexta-feira, dia 9 de março na Capela “Redemptoris Mater” no Vaticano, na presença do Papa Bento XVI.
O Pregador da Casa Pontifícia explicou que, em preparação para o ano da fé, as quatro pregações da Quaresma têm a intenção de retomar o impulso e o frescor da nossa fé, através de um contato renovado com os “gigantes da fé” do passado.
E, em particular, com quatro grandes Doutores da Igreja Oriental: Atanásio, Basílio, Gregório Nazianzeno e Gregório de Nissa em relação aos temas da divindade de Cristo, do Espírito Santo, da Trindade e do conhecimento de Deus.
“O que gostaríamos de aprender com os Padres – explicou Padre Cantalamessa – não é tanto como anunciar a fé ao mundo, e nem sequer como defender a fé contra os erros, é, ao invés, como diz São Paulo, passar de uma fé acreditada para uma fé vivida”.
Nesta primeira pregação de Quaresma, Padre Cantalamessa iniciou com Santo Atanásio, bispo de Alexandria, nascido em 295 e morto em 373. Um personagem do qual se escreveu: “Poucos padres deixaram uma marca tão profunda na história da Igreja como ele.”
O dogma pelo qual Santo Atanásio padeceu sete vezes o exílio foi o da divindade de Cristo. Segundo o Pregador da Casa Pontifícia: “A divindade de Cristo é hoje o verdadeiro ‘articulis stantis et cadentis ecclesiae’, a verdade com a qual a Igreja está de pé ou cai”.
Sem a fé na divindade de Cristo: Deus está longe, Cristo permanece no seu tempo, o Evangelho é um dos muitos livros religiosos da humanidade, a Igreja, uma simples instituição, a evangelização, uma propaganda, a liturgia, uma evocação de um passado que se foi, a moral cristã, um peso muito pesado e um jugo tudo, menos suave.
Mas com a fé na divindade de Cristo: Deus é o Emanuel, o Deus conosco, Cristo é o Ressuscitado que vive no Espírito, o Evangelho, palavra definitiva de Deus para toda a humanidade, a Igreja, sacramento universal de salvação , a evangelização, compartilhamento de um dom, a liturgia, encontro alegre com o Ressuscitado, a vida presente, o começo da eternidade.
“A fé na divindade de Cristo – sublinhou padre Cantalamessa – nos é indispesável nesses momentos para manter viva a esperança sobre o futuro da Igreja e do mundo”.
Contra os gnósticos que negavam a verdadeira humanidade de Cristo, Tertuliano levantou, na sua época, o grito: “Não tirem do mundo a sua única esperança!” por este motivo, destacou o pregador, “nós temos que repetir isso hoje para aqueles que se recusam a acreditar na divindade de Cristo”.
Padre Cantalamessa concluiu lembrando que “Aos apóstolos, depois de ter acalmado a tempestade, Jesus disse uma palavra que repete hoje aos seus sucessores:” Coragem! Sou eu, não tenhais medo”.

 Ecumenismo > 08/03/2012 14.52.21

Bento XVI e primaz da Igreja Anglicana juntos em Roma


(7/3/2012) Bento XVI recebe neste sábado, no Vaticano, o arcebispo Rowan Williams, primaz da Comunhão Anglicana. E sempre neste sábado á tarde Bento XVI e o primaz da Igreja Anglicana, arcebispo Rowan Williams, vão rezar em conjunto, numa homenagem ao Papa São Gregório Magno, considerado o 'pai' da cristianização da Inglaterra, nos seculos VI-VII.
O Papa e o arcebispo da Cantuária marcam presença na recitação da oração de vésperas, no mosteiro camaldulense localizado no Monte Célio, em Roma, por ocasião dos mil anos da fundação do ermo de Camaldoli, criado por São Romualdo, monge beneditino que deu origem a um novo ramo desta ordem religiosa.
Durante a celebração, haverá lugar para o discurso de cada um dos líderes cristãos, que no final da oração se vão deslocar à capela de São Gregório para acender uma vela em “memória do apóstolo da nação inglesa” e do missionário que ele enviou aos anglo-saxões, Santo Agostinho da Cantuária.
Este partiu para Inglaterra, com outros 40 monges, no final do século VI, precisamente desde o mosteiro hoje dedicado a São Gregório Magno.
O encontro deste sábado é o terceiro do género a ter lugar no mosteiro romano, onde João Paulo II se reuniu com os arcebispos Robert Runcie (30.09.1989) e George Carey (05.12.1996).
fonte: http://www.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=569376

"A nova evangelização também começa no confessionário", diz Papa

Mirticeli Medeiros
Da Redação da CN



Bento XVI disse que os cristãos são chamados a anunciar com vigor a possibilidade do encontro entre o homem e Jesus Cristo
O Papa Bento XVI encontrou-se na manhã desta sexta-feira, 09, com os membros da Penitenciaria Apostólica que participaram do XIII Curso sobre Foro Interno promovido pelo próprio dicastério vaticano, de 5 a 9 de março. A audiência aconteceu na Sala Paulo VI, no Vaticano.
Durante o discurso, Bento XVI falou sobre o Sacramento Confissão, algo que está diretamente ligado ao trabalho da Penitenciaria Apostólica. De acordo com o Santo Padre, existe uma relação profunda entre esse Sacramento e a nova evangelização.
"A nova evangelização, então, parte também do Confessionário! Parte do misterioso encontro entre a grande busca do homem, sinal nele do Mistério Criador, e a Misericórdia de Deus, única resposta adequada à necessidade humana do infinito", enfatizou.
Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Discurso de Bento XVI aos membros da Penitenciaria Apostólica 
O Pontífice explicou ainda, que cada sacerdote torna-se instrumento da misericórdia de Deus quando administra o Sacramento da Reconciliação e fez um pedido para que cada ministro ordenado reconheça a importância deste sacramento também na sua própria vida.
"O ministro do Sacramento da Reconciliação colabora com a nova evangelização renovando ele mesmo por primeiro, a consciência do próprio ser penitente e da necessidade de aproximar-se do perdão sacramental, para que se renove aquele encontro com Cristo, que, iniciado no Batismo, encontrou no Sacramento da Ordem uma específica e definitiva configuração", salientou.
O que é a Penitenciaria Apostólica?
A Penitenciaria Apostólica é considerada o "Tribunal maior" da Igreja, responsável pela administração das dispensas, das sanções, e absolvições, sejam elas sacramentais ou não. O mesmo discastério também administra a concessão e o uso adequado das indulgências.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Concluindo ciclo de catequeses sobre a oração de Jesus, Bento XVI evoca o silêncio, "elemento importante da sua relação com o Pai. O Papa preocupado com «graves sofrimentos» no Médio Oriente



Bento XVI manifestou a sua preocupação perante os «graves sofrimentos» que estão a atingir as populações do Médio Oriente, deixando um “pensamento de oração” para esta região.
O Papa convidou os responsáveis eclesiais a “perseverar com esperança”, deixando uma saudação particular aos membros do Sínodo dos Arménios Católicos, atualmente reunido em Roma.
Bento XVI manifestou gratidão pela “fidelidade ao património” da tradição cristã manifestado pelos fiéis da Arménia “nas numerosas provações da história”.
Dos bispos arménios o Papa citou a fidelidade que os sustentou nas provações e auspiciou que saibam guiar com renovado empenho os seus fiéis.
A audiência pública desta quarta feira , de regresso à Praça de São Pedro num dia de sol, marcou o encerramento do ciclo de catequeses que Bento XVI dedicou à oração de Jesus desde 30 de novembro do último ano. Hoje o Papa aprofundou o conceito do silencio de Deus.
Sublinhou que “a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exigem o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento”.
Nesse sentido, acrescentou, os católicos devem viver “momentos de silêncio” na sua oração pessoal e nas celebrações litúrgicas de cada comunidade, destacando a experiência do “silêncio de Deus” feito na vida quotidiana.
Bento XVI evocou a figura de Job, do Antigo Testamento, que, após ter “perdido tudo” e parecer abandonado, conservou “intacta” a sua fé e “descobriu o valor do silêncio”.
“Este silêncio, como acontece com Jesus, não é sinal de ausência. O cristão sabe que o Senhor está presente e escuta, mesma na escuridão da dor, da recusa e da solidão”, disse.
Estas as suas palavras em português: RealAudioMP3

"Queridos irmãos e irmãs,
Na conclusão da reflexão sobre alguns aspectos da oração de Jesus, é necessário tratar de um elemento importante da Sua relação com o Pai do Céu: o silêncio. Na Cruz vemos que o silêncio de Jesus é a sua última palavra ao Pai, mas vemos também como Deus fala através do silêncio. De fato, a dinâmica feita de palavra e silêncio, que caracteriza a oração de Jesus, manifesta-se também na nossa vida de oração em duas direções. Por um lado, nos ensina que a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exige o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento. Por outro lado, há também o silêncio de Deus na nossa oração, que muitas vezes gera em nós a sensação de abandono. Mas, olhando para o exemplo de Cristo, sabemos que esse silêncio não é ausência: Deus está sempre presente e nos escuta. E, assim, podemos dizer que Jesus nos ensina a rezar, não só com a oração do Pai nosso, mas também com o exemplo da sua própria oração, indicando-nos que temos necessidade de momentos tranqüilos vividos na intimidade com Deus, para escutarmos e chegarmos à «raiz» que sustenta e alimenta a nossa vida."
Não faltou, como sempre, uma saudação aos diversos grupos de peregrinos lusófonos:

"Queridos peregrinos vindos do Brasil e de outros países de língua portuguesa: sede bem-vindos! Pedi sempre confiadamente ao Senhor de poder viver o caminho da vossa oração filial, aprendendo diariamente de Jesus como deveis dirigir-vos a Deus. E que as Suas bênçãos desçam sobre vós e vossas famílias."

sábado, 3 de março de 2012

Ares da Adoração - Minist. Adoração e Vida - CD Em Santidade


Santa Sé apela aos bispos de todo o mundo, solicitando donativos para as comunidades da Terra Santa

O prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, solicitou o apoio de toda a Igreja Católica para evitar a fuga dos fiéis da Terra Santa perante a “violência” e a “opressão”.
“A emigração de cristãos tem-se agravado pela falta de paz, que tenta empobrecer a esperança, transformando-se no medo de estar sozinho perante um futuro que parece não existir a não ser com o abandono da própria pátria”, assinala o cardeal Leonardo Sandri, numa carta enviada aos bispos de todo o mundo.
Este responsável apela à chamada ‘Coleta em favor da Terra Santa’, uma iniciativa anual que remonta ao século XV, feita habitualmente nas celebrações de sexta-feira Santa, embora cada comunidade possa escolher outra ocasião.
“Dirijo um cordial convite a todas as comunidades eclesiais para que estejam do lado dos cristãos de Jerusalém, Israel e Palestina, como dos países circundantes, Jordânia, Síria, Líbano, Chipre, Egito, que juntos compõem aquela Terra abençoada”, escreve o cardeal argentino.
A missiva sublinha os “sofrimentos de todo o Médio Oriente”: “Para os discípulos de Cristo as hostilidades são o pão quotidiano que alimenta a fé e que, por vezes, fazem ressoar o eco do martírio em toda a sua atualidade”.
Nesse sentido, são recordadas em particular as situações de violência na Síria e os apelos do Papa ao diálogo e à defesa das populações.
A Congregação para as Igrejas Orientais lembra ainda aos bispos “o constante pedido” de Bento XVI para que “a missão da Igreja nos Lugares Santos seja generosamente sustentada”.
O organismo da Santa Sé publica um documento informativo, que ilustra as obras realizadas pela Custódia da Terra Santa em “escolas, programas de saúde, necessidades habitacionais, locais para encontros e tudo o que a generosidade da Igreja tem sabido suscitar”.
Em causa, assinala-se, está um “um louvável serviço social” que “abate as divisões e as discriminações para inaugurar um renovado diálogo ecuménico e a cooperação inter-religiosa”.
“Quanta fé que encontramos nos jovens, desejosos de testemunhar as bem-aventuranças, amando os próprios países no compromisso pela justiça e pela mediante a não-violência evangélica”, observa o cardeal Sandri.
O membro da Cúria Romana apela às “peregrinações” dos católicos, como forma de “ajuda concreta” e sinal de “fraternidade” para com as comunidades que vivem na terra natal de Jesus.

sexta-feira, 2 de março de 2012


Exposição em Roma revela Arquivo Secreto do Vaticano


 Os Museus Capitolinos de Roma acolhem, a partir de hoje, a exposição ‘Lux in Arcana’ (Luz no segredo, em latim), expondo pela primeira vez uma centena de documentos do Arquivo Secreto do Vaticano fora do pequeno Estado.
Entre estes, encontra-se a bula ‘Inter Coetera’ (1493), do Papa Alexandre VI, na qual se procedia à delimitação dos territórios descobertos por espanhóis e portugueses, posteriormente corrigida pelo Tratado de Tordesilhas (1494).
A mostra, aberta ao público até 9 de setembro, é organizada pelo próprio arquivo, por ocasião do quarto centenário da sua fundação.
Na exposição é possível encontrar documentos que vão do século VIII ao século XX e, segundo os seus promotores, será “talvez a única vez na história que vão passar as fronteiras da Cidade do Vaticano”.
Os visitantes têm a possibilidade de ver o códice do processo (1616-1633) do físico italiano Galileu Galilei; a excomunhão de Martinho Lutero (1520); a carta em que Celestino V fez a "grande recusa", renunciando ao papado (1294); a carta ao parlamento inglês, de Clemente VII, sobre o casamento do rei Henrique VIII (1530) e o ‘Dictatus Papae’ de Gregorio VII (1073-1085), que estabelecia a primazia do poder do Papa sobre o poder político, um dos documentos mais antigos da mostra.
Os documentos referem-se ainda a personalidades como o compositor Wolfgang Amadeus Mozart, o presidente norte-americano Abraham Lincoln ou o imperador francês Napoleão Bonaparte.

A mostra multimédia ‘«Lux in Arcana» – O Arquivo Secreto do Vaticano revela-se’ é acolhida pelo Capitólio, edifício que alberga as autoridades municipais de Roma, e está aberta todos os dias, exceto às segundas-feiras, das 09h00 às 20h00.